Pazolini e Ferraço vão disputar o comando do Espírito Santo no segundo turno

Redação Tribuna Es Por Redação Tribuna Es
5 Min de leitura

A eleição para governador do Espírito Santo será definida em segundo turno entre Lorenzo Pazolini, do Republicanos, e Ricardo Ferraço, do MDB. A nova votação está marcada para 25 de outubro de 2026, depois de nenhum dos candidatos superar a metade dos votos válidos no primeiro turno.

A apuração foi concluída em 4 de outubro, com 100% das urnas contabilizadas. Pazolini terminou a primeira etapa na liderança, com 49,65% dos votos válidos, o equivalente a 1.048.633 votos. Ferraço ficou em segundo lugar, com 34,06%, ou 719.397 votos.

Os números foram divulgados pela Agência Brasil após o encerramento da apuração. Como a legislação eleitoral exige maioria absoluta dos votos válidos para a definição do governador no primeiro turno, a disputa pelo comando do estado avançou para uma segunda rodada.

Como ficou o resultado do primeiro turno

O desempenho de Lorenzo Pazolini o colocou próximo da vitória já na primeira votação, mas o percentual alcançado não foi suficiente para encerrar a eleição. O candidato do Republicanos recebeu pouco mais de 1 milhão de votos e terminou à frente dos demais concorrentes na corrida pelo Palácio Anchieta.

Ricardo Ferraço, por sua vez, garantiu a segunda colocação com mais de 719 mil votos. A diferença entre os dois candidatos será um dos elementos que marcarão a etapa final da campanha, que agora terá apenas os dois nomes mais votados do primeiro turno.

Com a definição da disputa, os eleitores capixabas voltarão às urnas em 25 de outubro. A votação abrangerá os municípios do Espírito Santo e será decisiva para a escolha do responsável pela administração estadual no próximo mandato.

Temas que estarão no centro da campanha

O segundo turno deverá concentrar o debate sobre as prioridades para o Espírito Santo. Entre as áreas de interesse direto da população estão saúde, educação, segurança pública e infraestrutura, além das políticas de desenvolvimento econômico e da relação do governo estadual com os municípios.

Também fazem parte do contexto estratégico do estado a logística ligada ao Porto de Vitória, a mineração, o turismo e a integração entre as cidades da Grande Vitória, como Vitória, Serra e Vila Velha. Esses setores têm impacto sobre a circulação de pessoas e mercadorias, a geração de empregos e a prestação de serviços públicos, embora as propostas específicas dos candidatos ainda devam ser apresentadas e detalhadas ao longo da campanha.

A definição do governador também interessa a diferentes regiões capixabas, que dependem de decisões estaduais para obras, atendimento em saúde, segurança e investimentos. Por isso, além da preferência partidária, o segundo turno tende a ser acompanhado pela avaliação dos planos para a administração pública e para o desenvolvimento do Espírito Santo.

Eleição para o Senado já foi definida

Enquanto a disputa pelo governo estadual continuará em segundo turno, a eleição para o Senado no Espírito Santo terminou na primeira etapa. Conforme informações complementares divulgadas pela Radioagência Nacional, da Agência Brasil, Renato Casagrande e Evair de Melo foram escolhidos para representar o estado no Senado.

O resultado cria um cenário político que combina a renovação da disputa pelo governo com a definição da representação capixaba no Congresso Nacional. A composição poderá influenciar o diálogo institucional entre o Executivo estadual, a bancada do Espírito Santo e os municípios durante o próximo período de governo.

Próxima etapa para os eleitores

Até a votação de 25 de outubro, os dois candidatos terão uma nova oportunidade de apresentar propostas e buscar o apoio dos eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno. O resultado final dependerá da maioria dos votos válidos obtidos na segunda rodada.

Para o eleitor capixaba, o próximo passo é acompanhar as informações oficiais sobre a votação, conferir o local de comparecimento e analisar as propostas dos dois concorrentes. A eleição definirá quem comandará o Espírito Santo pelos próximos quatro anos e terá reflexos sobre políticas estaduais em áreas como serviços públicos, infraestrutura, turismo, mineração e logística.

Compartilhe esse artigo